REGGAE PROGRESSIVO
Eles tocaram no Circo Voador no primeiro semestre, mas não vi. Uma amiga contemporânea, levada pela filha de 20 anos e embalada por Red Label de barraquinha em copo plástico, adorou e me deu o CD que desde junho lidera a lista dos mais tocados no carro: Dub Side of the Moon, versão rasta do clássico que abriu as portas da percepção do rock’n’roll.Quem cresceu nos anos 70 ao som de Pink Floyd, Yes, Genesis, Triunvirat, ELP e PFM, e comungou com Bob Marley, Peter Tosh, Jimmy Cliff ou UB40, não precisa mais acender uma vela para cada santo. Pode queimar as duas simultaneamente ouvindo os tais Easy Star All-Stars conseguirem o inimaginável: dar vontade de dançar ao som de Time.
Há heresias que os puristas não perdoarão e é recomendável pular On The Run, mas Speak to me/Breathe, Money e Brain Damage são apropriações dignas do original. Além das quatro faixas extras onde o dub amplia as fronteiras do dark side.
O projeto é de 2002, lançado em 2003, exatos 30 anos depois do vinil que acabei herdando do meu avô (que gostava de música clássica, mas ouvia de tudo). Está na hora de religar o toca-discos, pra não dizer vitrola.
Fewerton

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